- Teme a morte?
Arya mordeu o lábio.
- Não.
- Vejamos - o sacerdote tirou o capuz. Por baixo não havia rosto, só uma caveira amarelecida com uns restos de pele ainda agarrados às bochechas e um verme branco contorcendo-se numa órbita vazia. - Beije-me, filha - crocitou, numa voz tão seca e enrouquecida como o matraquear da morte.
“Será que ele quer me assustar?” Arya beijou-o no lugar onde o nariz deveria estar e tirou-lhe o verme do olho, com a intenção de comê-lo, mas ele se desvaneceu como uma sombra em sua mão.
A Caveira amarela também desapareceu, e o velho mais amável que Arya já vira sorriu.
- Nunca ninguém tentou comer meu verme - disse. - Tem fome, filha?
“Sim”, ela pensou,”mas não de comida”.
O Festim dos Corvos   (via recantos)
 
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